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jueves, 23 de febrero de 2017

Thereza Santos activista brasileña


Jaci dos Santos (más conocida como Thereza Santos,( Río de Janeiro, 7 de julio de 1930 - 19 de diciembre de 2012) fue una escritora, actriz, dramaturga, catedrática y activista brasileña en pro de los derechos de las mujeres y del denominado Movimento Negro en su país durante 50 años.

Nacida en el barrio carioca de Santa Teresa, decidió exiliarse en África tras ser arrestada a principios de la década de 1970 por su pertenencia al Partido Comunista de Brasil; ahí, fue una activa participante del movimiento de liberación de Guinea-Bissau y Angola, donde colaboró en proyectos de desarrollo cultural y alfabetización.
Junto a Eduardo de Oliveira, estrenó en 1973 la obra de teatro E, agora, falamos nós, la primera en su tipo interpretada exclusivamente por actores afrobrasileños.


Obras
Malunga Thereza Santos: a história de vida de uma guerreira (2008).
Mulher negra, en coautoría con Sueli Carneiro (1985).
Mulher negra. Política governmental e a mulher, en coautoría con Sueli Carneiro y Albertina de Oliveira Costa (1985).

Filmografía
Uma Aventura, capítulo Uma Aventura na Cidade (2000).
O Dia do Músico (cortometraje, 1996).
E As Pílulas Falharam (1976).
Mulheres de Areia (telenovela, 1973).
Signo da Esperança (telenovela, 1972).
A Fábrica (teleserie, 1971).
Cleo e Daniel (1970).
Nino, o Italianinho (telenovela, 1969)
Orfeo negro (1959).
Obrigado, Doutor (1948).
O Cortiço (1945).








THEREZA SANTOS (1938-2012)
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Registrada com o nome de Jaci dos Santos, escolheu o nome artístico de Thereza Santos: teatróloga, atriz, professora, filósofa, carnavalesca e militante pelas causas dos povos africanos da diáspora e dos afro-brasileiros.

Thereza Santos nasceu no dia 7 de julho de 1938 em uma família numerosa. Percebeu muito cedo os efeitos da discriminação racial. Impactada por essa descoberta, vislumbrou a participação na Juventude Comunista uma alternativa para resolução de questões como miséria e discriminação. Porém, teve dificuldades em tratar a questão racial, e sempre recebia a resposta dos integrantes de que a questão era social e não racial. Numa sequência, passou a integrar o Partido Comunista, do Núcleo do Centro Popular de Cultura (CPC), que possuía visão semelhante à da Juventude Comunista em relação às questões raciais.

Ingressou na Faculdade Nacional de Filosofia (atual UFRJ) e tornou-se integrante da União Nacional dos Estudantes (UNE). Nessa efervescência intelectual, começou a fazer teatro de rua, com perspectiva no engajamento político.

Na década de 1960, começou a participar, no Brasil, do Movimento pela Libertação dos Povos Africanos de Expressão Portuguesa. Por sua relação com o PCB, foi presa nos anos 1970. Ao ganhar liberdade, Thereza deixou o Brasil e optou por morar no continente africano, durante aproximadamente cinco anos, onde trabalhou como educadora, contribuindo para a reconstrução cultural de Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau.

Thereza integrou o Teatro Experimental do Negro (TEN), do Rio e depois de São Paulo. No final da década de 1960, participou como cofundadora do Centro de Cultura e Arte Negra (Cecan). Na década de 1970, durante a ditadura militar, juntamente com o sociólogo Eduardo de Oliveira, escreveu e encenou a peça E agora falamos nós, iniciativa esta considerada uma das primeiras peças teatrais para um grupo exclusivamente formado por negros e negras. Cabe salientar que este foi um dos principais trabalhos da carreira de Thereza como atriz.
Na década de 1980, foi a primeira negra a ser nomeada para o Conselho Estadual da Condição Feminina de São Paulo. Foi assessora de Cultura Afro-Brasileira da Secretaria de Estado da Cultura do Estado de São Paulo entre 1986-2002.

Em 1986 foi indicada pelo Coletivo de Mulheres Negras de São Paulo a concorrer ao cargo de deputada estadual pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Porém, não foi eleita. Por indicação do vereador Vital Nolasco, do Partido Comunista do Brasil (PC do B), recebeu, em setembro de 1993, o título de Cidadã Paulistana.

Thereza, ativista e estudiosa dos temas raciais e de gênero, é autora de diversos artigos sobre cultura e a mulher negra. Em 2008, publicou o livro Malunga Thereza Santos: a história de vida de uma guerreira, onde apresenta aspectos da história de sua vida. A família numerosa, a infância, a militância. Thereza militou no Movimento Negro por mais de 50 anos, e sua trajetória de luta não deixa dúvidas de que é um dos nomes mais importantes e influentes no Movimento Negro Brasileiro.

Thereza faleceu em 19 de dezembro de 2012. Lutava contra um câncer de bexiga e insuficiência renal crônica.
https://www.pinterest.com/bwofbrazil/black-history-in-brazil/

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HH

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